Olá minha gente

Olá minha gente...É com muito e quase incontido prazer que começo este pequeno e singelo cantinho dos "aconchegos" reflexivos, poéticos, espirituais e a que mais nosso coração desembestado promover em sua verdade.

Não é meu e de ninguém. É de todos para todos. Não se sintam "avexados" em "brincar" com as palavras, sons, movimentos, imagens ou seja lá o que vier e estiver escondido.

Sejam Bem vindos, indo e vindo

Antes que eu me esqueça...

Vamos Brincadoquê????


terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Natal

Irmãos,

Resta poucos dias para a celebração daquele que fez sua morada na simplicidade, ensinando com humildade os caminhos de beleza e amor. Não quero em instância nenhuma denegrir as crenças daqueles que lêem estes escritos, mesmo porque não falo só em nome de Cristo, falo também em nome do Amor e  por todas as religiões que dele fazem seu alimento. E é em nome deste que clamo pela consciência de vossas mentes neste período de contradições a este sentimento. 

Observo o quanto se perturba a construção deste ritual por conta do consumo que hoje se faz exagerado pela busca das obrigações com os presentes. Não nego esta tradição, lembrando que foi assim que chegaram os três reis magos, trazendo presentes ao menino Jesus. Acontece que estamos nos esquecendo de colocar nossos corações com sua verdade nestes presentes. O que estamos fazendo é apenas embrulhar nossos sentimentos e isso não condiz com a prática da verdade. Observo o olhar vazio que percorre as filas do comércio e infelizmente não enxerga aquele que esta ao lado. Percebo o instinto de sobrevivência  se opondo ao sentimento de convivência. O equilíbrio é necessário e para isso precisamos coragem de nossa alma. Nem sempre o presente mais caro é o mais sincero e nem sempre este mora em uma loja.

Proponho entregarem do fundo de vossas almas, um olhar cujo brilho seja tão eterno que que abarque a todos os presentes do universo. Um abraço onde os corações se toquem e não tenha tempo para terminar. Um colo onde repouse o silêncio e o acalanto mais profundo misturando passado, presente e futuro. Uma palavra sincera e verdadeira sabendo que as palavras certas são estas. Uma caminhada, para refletir juntos este ano de trabalhos desafiadores trazendo a confiança de que, embora muitas coisas temos que fazer sozinhos, a tantas outras que só acompanhados. Um sorriso, uma lágrima, uma poesia… Se entreguem como presentes em doação pela convivência que tanto precisamos para enfrentar nossos obstáculos na procura pela eternidade de nossas consciências. E se este presente tiver que ser material, entreguem uma pedra colhida na rua, uma semente, uma folha, uma flor, uma canção. O valor não está na etiqueta, mas na verdade de seus corações, tanto de quem entrega como de quem recebe. E se mesmo assim tiverem que entrar nas filas pois vossos corações assim o pede, que o façam na paciência e no acolhimento, as vezes são nesses momentos que temos a oportunidade de distribuir os presentes do coração. Podemos ser o exemplo da convivência levando a tranquilidade e a tolerância para estes espaços.

Por fim vos peço! Que na noite de natal, celebremos juntos a harmonia entre os povos, sem condensar religiões ou dogmas radicais. Se tivermos que dar nomes a uma prática, que nos entreguemos ao Amor e que essa seja nossa religião, o nosso momento de nos religarmos ao céu sem nos esquecer de levar esta vida com sabedoria. É momento de silenciar o peito e rever tantas lições deste e de tantos anos que se passaram. É momento de meditar sobre os eixos que nos mantém em pé tanto mentalmente, como fisicamente, emocionalmente e espiritualmente. Mais do que isso, que lembremos que o dia 25 não reside somente nele mesmo, mas que todo dia é oportuno para o nascimento do menino Jesus em nosso ser ainda imperfeito mas caminhante.

Fiquem todos em paz levando luz e sabedoria em seus corações

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Lua e Sol

Data: 26/04/2010
Hora: 17:55

Vocês viram?????????

"Professor! O que eu faço quando o texto é menor do que o título?"

Uma vez uma criança ousou me perguntar:

Não faça o que eu digo mas sim o que eu faço!

Boa noite pra quem é de boa noite! Bom dia pra quem é de bom dia!

Entre um educador e eu:
"Um educador é muito mais pelo que "é" do que pelo que fala!"

E vamos nós...

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

"Mapa do Brincar"

Hora de remexer o cucuruco e divulgar suas brincadeiras

Se falar mais acho que eu estrago, então brinque você mesmo!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

http://www1.folha.uol.com.br/folha/treinamento/mapadobrincar/

Desáfios 2010

Olá minha gente!
Há quanto tempo!

Caminhadas e correrias distanciam por um lado e aproximam por outro. Esta é vida que insistimos em viver.
Mais um ano para uns e menos um para outros.
Resumindo... Tudo é uma questão de ponto de vista.
Estava assistindo televisão estes dias, quando acompanhei um fotografo de natureza lançando seu livro. Prefiro não comentar toda entrevista, mesmo porque não lembro. Mas o autodidata referiu-se ao segredo do "olhar". Uma bela foto, as vezes se consegue apenas com uma leve inclinação da cabeça e máquina por míseros centímetros.
O que são míseros centímetros????
Coladinho desta pergunta lembro da minha primeira reunião geral deste ano, onde selecionei outra pérola poética e mando-lhes como presente de ano novo:

- Está na hora de pensarmos no Simples e Sabido!

Bitocas do lado de cá

O Poeta

Poeta é a pedra que sabe rolar.

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

O meu pião

Aos meus registros de brincante me restam muitos simbolismos, mas que só brincando se decifra, no entanto reservo o que para mim o que pode ser o pião.

“O reencontro com o eu mais precioso que transcende qualquer ordem de tempo-espaço. O contato com o universo visitando a palma da minha mão. As mesmas que calejam a compor novas e verdadeiras histórias a cada nova brincadeira. É o momento em que me misturo e já não sei mais que sou eu e o brinquedo e o brincar e os sonhos e a realidade. É meu agradecimento por ser um adulto que brinca com a sapiência da eternidade num brinquedo”.

Rogério Rodrigues
nov/08
REFLEXÃO SOBRE OS TEXTOS
“Cultura, Sociedade, arte e educação em um mundo pós-moderno”.
Arthur Efland
“A necessidade da Arte”
Fayga Ostrower


Minha reflexão começa na tentativa de unir os textos. Fundir falas baseadas em minhas grandes dúvidas, tentando fundir a cuca com gosto.
A Fayga inicia seu texto comentando aquilo que para mim é dúvida cruel e que oras possuo a resposta nas minhas mãos e oras escorregam me deixando a deriva neste mar sem fim. Então lhe pergunto “s” sem o mínimo de academicismo.
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Arte para educação infantil. Onde entra a técnica deste ensino? Podemos chamar este ensino de “vivência” de “referência”? O que é atividade livre e quais as interferências que o educador deve fazer se é que ele deve interferir. Alias, que tipo de liberdade estamos falando, uma liberdade “moderna” ou “pós-moderna” ou quem sabe de nenhuma das duas? Existe um movimento, um período, uma forma, um molde, um sistema que seja impermeável à falhas? Quem esta na sala, ou melhor, quem “é” na sala? O professor específico, o educador ou um artista? Será que tudo isso se separa? Onde entra o poeta nesta história toda? Arte é sós artes plásticas ou aquela imortal frase “Para viver nos dias de hoje” e sempre “tem que ser artista” diz alguma coisa? O palhaço é um educador?

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Que falta faz um mestre! Aquele que anda sobre a corda bamba com a máxima sutileza. Exibe tensão e relaxamento num bailar como numa brincadeira de roda. O não e o sim a gargalhar juntos. O tao e o ista. O tao art-ista que brinca com a vida sem um pingo de arrependimento. O mestre que faltava em mim não está longe, mas nem perto. Nem acima nem abaixo. Talvez dentro e quem sabe fora. Num apego ao desapego. Num simples que conforta e acalenta aquilo que clamo por com-vivência.

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Olho para trás e procuro o pós-moderno e o moderno que me habitam. Eu passo a ser um micro representante que belisca o original sem visitar o passado quando ao mesmo tempo, presente em minha originalidade encontro resquícios, cheiros da terra que tinge meus pés descalços de cada dia.
Quem sabe morra e me torne árvore. Presa ao chão. Com as mais longas e fincadas raízes. Mas que meu fruto cheire cheiro novo, cor nova, sabor novo.

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Tem uma pitangueira no quintal de amanhã que nunca deu o mesmo fruto e nunca saiu de mesma cor nem mesmo cheiro. “Cê acredita, sô?”.

Rogério Rodrigues
set/08

terça-feira, 13 de maio de 2008

Fatos biográficos

Data 27/08/07 “A corda”


Como é o primeiro, acredito ser marcante então relembrarei o que ocorreu no dia em que tive o “Diário” como ponto de partida desta biografia.

Fazem umas duas semanas. É demais saber que dia né? Sai da faculdade e encontrei a Aline no ponto. Enquanto esperávamos o ônibus, reparei que a nossa frente havia um prédio de uns nove andares. No meio dele, descia uma corda. Nem sei exatamente porque estava lá, mas me veio um fato muito marcante na minha vida.

Mais ou menos nos meus oito aninhos, quando era bonitinho e ainda tinha cabelo, morava em um prédio no Jabaquara, aliás neste eu fiquei longos dezoito anos, não, não, foram dezenove anos. Nesta época, lembro-me de três amigos, Luciano, Renata (filhos do zelador) e Dennis (morador do andar de cima). Todos mais velhos uns cinco anos. O prédio estava em reforma e alguns pintores estavam retocando a fachada, que a meu ver, os síndicos nunca quiseram deixar boa. Mas isso não vem ao caso, o que importa é que uma longa corda descia bem no centro do prédio, onde os homens se seguravam para trabalhar. Era hora do almoço e eu esperava a perua escolar para o martírio de meus tradicionais oito anos escolares. Escutei “Rogério!”. Era o Luciano me chamando no pátio do prédio. Fui ver o que era e o menino provocando perguntou se eu tinha coragem de pegar a corda sair correndo pelos corredores laterais do prédio e fazer que nem o “Tarzan”. Não pensei duas vezes, fui experimentar. Segurei firme, tomei distância pelo corredor lateral e corri. Corri, corri, corri, corri e corri, até uma hora em que meus pés não tocavam mais o chããããããoooooooo.........
Estou.................................voando!.....................................legal!..............................................................Meu primeiro vôo... Alto, livre A corda fixa no centro e no alto do prédio me fez voar de ponta a ponta na altura de uns dois metros.
Só de lembrar me arrepio todo.
Depois da minha experiência, os quatro ficávamos loucos com a corda. Apostando quem voava mais longe. Fazendo poses no alto. Me lembro que na primeira vez, eu fui para escola com asas, doido para voltar e brincar mais e mais e mais. Voar, mais e mais e mais e mais.
Muito, muito, muito bom!

Sabe!?!
Saudades do Luciano, da Renata até do Dennis (ele era meio estranho, mas divertido).

Queria reencontrá-los... os três, quem sabe os quatro...

Nunca mais encontrei uma corda como aquela. Toda vez em que vejo um “diacho” de prédio com uma corda pendurada, é um querer correr, correr, correr, correr, sentir o vento na minha cara, meus pés sair do chão, Luciano, Renata e Dennis...

Você pratica o que você ensina?